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Ciência de Dados

Tecnologia alerta moradores sobre enchentes em cidade catarinense

Pesquisa de Jó Ueyama de monitoramento de rios foi implantada em Rio do Sul

 

O município de Rio do Sul, no Estado de Santa Catarina, sofre com constantes enchentes. No ano de 2011, teve um dos piores registros da história, com alagamentos que assolaram vários bairros, ocasionando muitos prejuízos à população, como mostra o vídeo:

Imagens: YouTube

Nos anos de 2012 e 2013, o problema se repetiu e autoridades e especialistas de toda a região buscavam soluções efetivas para trazer segurança aos moradores, segundo explica Fábio Alexandrini, professor titular do Instituto Federal Catarinense, campus Rio do Sul. 

“Por intermédio de uma reportagem no site do CNPq, conheci a tecnologia desenvolvida pelo pesquisador Jó Ueyama, do ICMC- USP/São Carlos. Fui prontamente atendido por ele e, em alguns dias, recebemos sua visita aqui em Rio do Sul para um Congresso”, conta Alexandrini.

No ano seguinte, a Defesa Civil de Rio do Sul organizou um novo evento com a participação do pesquisador e a parceria foi efetivamente estabelecida. 

Com apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), a pesquisa coordenada por Jó Ueyama consiste em um sistema que não apenas detecta enchentes e o nível de poluição de rios, como pode avisar a população, via aplicativo de celular, sobre os eventuais riscos. O sistema é chamado e-NOE e funciona por meio de uma rede de sensores sem fio.

O primeiro passo do trabalho realizado em Santa Catarina foi estabelecer os pontos de monitoramento que eram feitos, na época, por réguas físicas presas a postes. Três locais foram sugeridos pelo pesquisador para receber os equipamentos, instalados nos anos seguintes após autorização dos órgãos competentes.

Fotos: Defesa Civil de Rio do Sul

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Fotos: Defesa Civil de Rio do Sul

“A rede de sensores sem fio instalada na cidade de Rio do Sul monitora a altura do nível do rio em tempo real para que assim, a população possa verificar a altura dos rios na cidade. Tal monitoramento ajuda a saber quando cada residente pode retornar a sua residência, visto que o sensor mede em tempo real a altura do nível do rio nas três localizações onde os sensores se encontram disponibilizados. Os três pontos foram instalados em dois rios distintos, assim como um terceiro sensor após a confluência dos dois rios citados. Com esta topologia (disposição) da rede é possível também identificar qual o rio contribui mais para levar a uma situação de enchente e assim tomar medidas públicas com vistas a reduzir as perdas decorrentes das enchentes”, explica Jó Ueyama.

Fábio Alexandrini explica ainda que a tecnologia desenvolvida pelo pesquisador precisou ser adaptada. “A forma de monitoramento dos rios com alagamentos pontuais não seria suficiente e precisamos de adaptações da ferramenta para cheias de grande monta. Baseado no modelo do Professor Jó foi possível desenhar um modelo que foi licitado pela Defesa Civil em 2015 e instalado em 2 pontos, em 2016, já auxiliando muito a população com os alertas em 2017. Recentemente, discutimos a necessidade de implantar o sistema em um terceiro ponto, agora um para cada rio que passa por Rio do Sul”, explica.

População recebe alertas em enchente de 2019

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Foto: Portal NSC Total

Alexandrini explica que o site da Defesa Civil que alimenta os dados e orienta a população foi desenvolvido também por seu ex-aluno Almir Bolduan, com posterior apoio da Defesa Civil e também da Secretaria de Gestão de Governo de Rio do Sul. “Este trabalho rendeu prêmios, um deles da Rede de Cidades Digitais como Projeto Inovador de 2017 e outro, pelo trabalho realizado nas escolas para orientar crianças e suas famíliasA tecnologia completa, ou seja, os dados obtidos pelas 3 estações telemétricas, foi utilizada em recente enchente, em junho de 2019, quando parte da população deixou as casas e precisou ir para abrigos. Em tempo real, a defesa Civil informava a população sobre o nível dos rios e sinalizou pelo menos 27 ruas interditadas.

“Além das aplicações práticas, em termos acadêmicos pudemos realizar projetos de mestrado e doutorado com uso de sensores ligados a Rede de Internet das Coisas IOT. Estamos ainda aguardando o resultado de projeto submetido ao CNPq de Monitoramento de Ribeirões, que são os principais afluentes dos nossos três rios: Itajaí do Sul e Itajaí do Oeste que se fundem no centro da cidade formando o terceiro Itajaí Açu”, comentou.

Atualmente Almir Bolduan é o profissional responsável pelo monitoramento dos sensores e por transformar os dados coletados em informações de orientação à população no site da Defesa Civil.

“Para ter acesso, basta acessar o portal da Defesa Civil. Nele, estão presentes as informações referentes ao nível do rio, pluviosidade do dia, situação das barragens Oeste e Sul, Mapa de Inundação e Abrigos e ainda conta com imagens em tempo real da situação dos rios nos 3 pontos onde estão instaladas as estações telemétricas”, explicou Almir.

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Reprodução do site da Defesa Civil de Rio do Sul

“Com o portal, o cidadão consegue maior assertividade na definição de sua estratégia de saída (ou não) de sua casa ou comércio, trazendo maior segurança e diminuindo as chances de prejuízo. Nos meses de maio e junho de 2017 o município de Rio do Sul passou por uma cheia e o rio atingiu a cota de 10,89m. O portal foi utilizado de forma abrangente pela população, seja usando o computador ou smartphone. Foram registrados mais de 3 milhões de visualizações de página naquele mesmo período”, comentou.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Modelo matemático tenta resolver problema de pouso de aeronaves

Otimizar o fluxo aéreo é a proposta de uma pesquisa apoiada pelo CeMEAI

 

Uma projeção do Ministério da Infraestrutura, por intermédio da Secretaria Nacional de Aviação Civil, estima que a demanda de passageiros na aviação civil deve praticamente dobrar até 2037 no Brasil. No mundo, estudos apontam taxa de crescimento anual em torno de 5% até 2030 no que se refere a utilização de transporte aéreo.

Muitos problemas deverão ser enfrentados, entre eles, o gerenciamento de tráfego. E foi essa área que ganhou o interesse de uma pesquisa que conta com o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI). A tese de doutorado da aluna Lorrany Cristina da Silva, orientada pelo pesquisador André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho e coorientada por Maristela Oliveira dos Santos trata do planejamento da utilização eficiente de pistas para pousos.

O estudo revisa os principais modelos encontrados na literatura que lidam com a otimização de pouso e propõe um novo modelo, para corrigir falhas e limitações nos modelos estudados. O modelo apresentado busca minimizar o problema de adiantamento/atraso em pouso de aeronaves, assumindo a existência de uma única pista e de múltiplas pistas. 

“Este trabalho investiga o Problema de Pouso de Aeronaves (ALP, do inglês Aircraft Landing Problem). O objetivo do ALP é otimizar os tempos de pousos das aeronaves que chegam na pista do aeroporto.”, explica Lorrany.

“A solução para esse problema por métodos de resolução exata é pouco estudada.  Os métodos mais estudados na literatura para resolução do ALP são métodos heurísticos. No entanto, esses métodos não garantem a solução ótima do problema como a que buscamos. Aplicar novos métodos/técnicas seria o diferencial deste trabalho. E, portanto, conseguir um algoritmo eficiente para contribuir com os problemas de gerenciamento”.

Modelo matemático tenta resolver problema de pouso de aeronaves

Uma trabalho orientado por pesquisadores do CEPID - CeMEAI busca planejar, de forma mais eficiente, a utilização de pistas para pousos de aeronaves. Entenda melhor a pesquisa: http://bit.ly/pousos-aeronaves

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quinta-feira, 16 de maio de 2019

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em quatro áreas básicas: Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar, IMECC-UNICAMP, IBILCE-UNESP, FCT-UNESP, IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Tecnologia do CeMEAI é apresentada na Agrishow 2019

Drone para pulverização é desenvolvido com empresa de Ribeirão Preto

 

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O trabalho desenvolvido por pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) foi conhecido por visitantes da 26ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow 2019), maior feira de tecnologia agrícola do Brasil e uma das maiores do mundo, realizada na cidade de Ribeirão Preto entre os dias 29 de abril e 02 de maio.

Uma das pesquisas de Onofre Trindade Junior, professor aposentado do ICMC/USP e Cláudio Fabiano Motta Toledo, professor do Departamento de Sistemas de Computação do ICMC/USP e pesquisador do CEPID-CeMEAI trata da tecnologia de pulverização agrícola por drones. Hardware e Software do equipamento foram desenvolvidos em parceria com a empresa Drone Sense para que o produto atendesse as necessidades de produtores de cana-de-açúcar.

Mauricio Gabiolli é o diretor da empresa. Ele explica que o drone apresentado na Agrishow pode ser utilizado em um processo de cultivo denominado catação. “Durante o plantio, crescem junto com a cultura plantas daninhas que precisam ser erradicadas. Muito desde trabalho de aplicação de produtos químicos ainda é feito de forma manual ou por helicópteros, o que tem custo alto ou ainda, por aviões, mas neste último caso, o produto fica no ar, pode chegar a propriedades vizinhas, por exemplo. Então, a solução ideal chega com esse drone que consegue voar a uma altura de 10 ou 15 metros, desce de forma certeira no local onde o herbicida precisa chegar, faz a pulverização, levanta voo e pousa sozinho”, explica.

Ainda segundo ele, a troca de experiências com o CeMEAI foi fundamental na solução encontrada. “Já procurei desenvolver essa tecnologia no mercado com empresas privadas e nunca progrediu tanto como com a universidade. Os pesquisadores realmente entenderam o problema e apresentaram uma tecnologia que funciona muito bem, de forma muito rápida e muito precisa. Eu acho isso fantástico”, comentou Maurício.

Vitor Vargas de Oliveira oferece soluções para produtores de café no Espírito Santo e conheceu a tecnologia. “Eu gostaria de poder contar com um produto desse adaptado ao nosso cultivo também. É algo que não encontramos no mercado”, opinou.

Para Cláudio Fabiano Motta Toledo, esta parceria com a empresa Drone Sense é fundamental. “Este trabalho conjunto poderá permitir tanto a construção dos equipamentos, quanto um maior contato com empresas no mercado que demandam tal tecnologia”, comentou.

Cláudio lembra ainda que, neste momento, os equipamentos não estão sendo fornecidos para o mercado. “Este é no entanto, o início de uma aproximação importante do que está sendo desenvolvido pela universidade diante das necessidades existentes para o uso efetivo de drones na agricultura”.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em quatro áreas básicas: Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar, IMECC-UNICAMP, IBILCE-UNESP, FCT-UNESP, IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Sobre a Drone Sense Tecnologia Aérea

A Drone Sense atua na área de tecnologia aérea, todo e quaisquer tipos de drones, vant’s, sensores, robótica no uso de controle biológico e químico; Cursos especializados na área de agricultura de precisão, capacitação operacional desde a construção de um drone tão bem como sua operação.

Busca atender as necessidades do campo fornecendo produtos onde hoje falta recursos e tecnologia efetiva, atuando no desenvolvimento de novos drones em parceria à universidade, importando tecnologia do mercado exterior para que se tenha o melhor equipamento.

Atua na área de agricultura de precisão com agrônomos especializados nessa nova era da tecnologia aérea e também cursos profissionalizantes na operação dos drones e prestação de serviços.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Estatística para controlar epidemias de doenças em animais

Modelos apontam quando a transmissão tem componentes genéticos

 

Sabe-se que a diversidade genética pode afetar a disseminação de doenças infecciosas, potencialmente impactando a redução de epidemias em plantas e animais. No entanto, poucos métodos para controle de doenças podem identificar componentes genéticos que influenciam a resistência à doenças e também a infectividade que representa a propensão do hospedeiro a transmitir infecções a indivíduos suscetíveis à uma doença.

A conclusão é do professor do ICMC/USP e pesquisador do CEPID-CeMEAI Osvaldo Anacleto Júnior, que tem conquistado importantes avanços com sua pesquisa nesta área.

“Os modelos genéticos quantitativos atuais não identificam completamente o componente hereditário da infectividade do hospedeiro pois esses modelos não conseguem acomodar a dinâmica não linear do processo de transmissão de doenças”, explica.

Este trabalho, que ele divide com outros quatro autores de universidades da União Européia, apresenta um novo modelo estatístico e um método de inferência para estimar parâmetros genéticos associados à suscetibilidade e infectividade do hospedeiro. “Nossa metodologia combina modelos genéticos quantitativos de interações sociais com processos estocásticos para modelar a natureza aleatória, não-linear e dinâmica de infecções, e usa técnicas computacionais Bayesianas para estimar os parâmetros do modelo”.

A metodologia proposta oferece impactos diretos em áreas como a pecuária e agricultura e também pode ser adaptada para a modelagem de dados de epidemias observadas em humanos.

Saiba mais assistindo ao vídeo:

 

Estatística para controlar epidemias de doenças em animais

Recentemente, mostramos um trabalho do pesquisador Osvaldo Anacleto Júnior, do CEPID - CeMEAI, para reduzir congestionamentos. Outra importante contribuição é em um estudo que, pela primeira vez, comprova que existe contribuição genética na infectividade de doenças. A metodologia proposta oferece impactos diretos em áreas como a pecuária e a agricultura e também pode ser adaptada para a modelagem de dados de epidemias observadas em humanos. Entenda: https://goo.gl/eYByi4

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

 

Sobre o CeMEAI

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Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar, IMECC-UNICAMP, IBILCE-UNESP, FCT-UNESP, IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

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Modelagem estatística pode reduzir congestionamentos

Pesquisa analisa dados, prevê fluxo e propõe ações de gerenciamento

 

Desenvolver novos métodos estatísticos e de aprendizado de máquina para aplicações em biologia, engenharia e finanças é uma das principais áreas de pesquisa do professor Osvaldo Anacleto Júnior, que leciona Estatística e Ciência de Dados no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP São Carlos) e é pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI).

Um de seus trabalhos desenvolvidos em parceria com pesquisadores da Europa e publicado pelo Journal of The Royal Statistical Society trata da previsão multivariada de fluxos de tráfego rodoviário. Nesta pesquisa, foram desenvolvidos modelos estatísticos implementados em forma de algoritmos que utilizam dados coletados em uma extensa rede de vias urbanas em Manchester, Reino Unido, para contribuir com um sistema de gerenciamento de tráfego online para avaliar instalações e desempenho das rodovias ao longo do tempo ou para controle de tráfego em tempo real para prevenir e gerenciar congestionamentos.

“Esta pesquisa se concentra no desenvolvimento de modelos de previsão de fluxo que são particularmente apropriados para avaliar o desempenho das rodovias ao longo do tempo ou para fornecer informações avançadas de fluxo para operadores de tráfego”, comentou Osvaldo.

A pesquisa analisa ainda problemas de modelagem como tratar diferentes níveis de variabilidade de tráfego, dependendo da hora do dia e erros de medição devido a erros na coleta do dados, utilizando extensões de redes Bayesianas dinâmicas para apontar soluções.

O estudo foi comentado pelo pesquisador no vídeo:

 

Modelagem estatística pode reduzir congestionamentos

Um trabalho coordenado por um pesquisador do CEPID - CeMEAI busca ajudar as cidades a gerenciar e prevenir congestionamentos. Saiba mais: https://goo.gl/wHxfGa

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça-feira, 22 de janeiro de 2019

 

A tese de doutorado de Anacleto sobre modelagem de tráfego ganhou uma menção honrosa do Savage Award, concedido pela Sociedade Internacional de Estatística Bayesiana para teses de doutorado com contribuições excepcionais para a estatística Bayesiana. O trabalho resultou ainda em um prêmio no principal congresso internacional sobre o software R.

 

Sobre o CeMEAI

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A tecnologia que alerta sobre o risco de enchentes

Sistema desenvolvido com apoio do CeMEAI também usa redes sociais

 

Janeiro é um dos meses mais críticos quando falamos em enchentes e alagamentos na maioria dos municípios brasileiros. Ter a tecnologia como aliada na gestão de riscos já é uma realidade desenvolvida no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Liderada pelo professor Jó Ueyama (ICMC- USP), com colaboração dos professores João Porto de Albuquerque (Universidade de Warwick), Alexandre Delbem (ICMC- USP) e dos alunos Sidgley Camargo de Andrade (Doutorando no ICMC - USP),  Thiago Aparecido Gonçalves da Costa (Mestrando no ICMC - USP) e Lucas Augusto Vieira Brito (Mestrando no ICMC - USP), a pesquisa resultou em um sistema que não apenas detecta enchentes e o nível de poluição de rios, como pode avisar a população, via aplicativo de celular, sobre os eventuais riscos. O sistema é chamado e-NOE e funciona por meio de uma rede de sensores sem fio.

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) apoia este trabalho que é aprimorado com os dados disponíveis nas redes sociais por meio de postagens dos usuários no Twitter.

Assista ao vídeo e veja como funciona:

 

A tecnologia que alerta sobre o risco de enchentes

Sob orientação de um pesquisador do CEPID - CeMEAI, um grupo de estudos desenvolveu uma ferramenta que aproveita as redes sociais para auxiliar os municípios na gestão do risco de enchentes. Saiba mais: https://goo.gl/YXg5fj

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça-feira, 15 de janeiro de 2019

 

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Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar, IMECC-UNICAMP, IBILCE-UNESP, FCT-UNESP, IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

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Convênio contribuirá com confiabilidade dos poços da Petrobras

Pesquisadores do CeMEAI desenvolverão modelos para análise de componentes

 

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O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) firmou um novo convênio com a Petrobras, desta vez, com pesquisas para o desenvolvimento de metodologias e métricas de confiabilidade de equipamentos de construção de poços de petróleo.

O projeto, coordenado por Francisco Louzada Neto (ICMC/USP), reúne também os docentes José Alberto Cuminato (ICMC/USP), Oscar Hernandes Rodrigues (EESC/USP) e Vera Lúcia Damasceno Tomazella (UFSCar). O aluno de pós-doutorado Pedro Ramos participa do trabalho que envolverá outros especialistas em Estatística, Mecânica dos Fluidos e Engenharias Mecânica e Elétrica.

Em novembro passado, os engenheiros da Petrobras Cedric Hernalsteens e Feliciano Silva estiveram em São Carlos para uma das reuniões de alinhamento do projeto com duração de quatro anos e que resultará em avanços no desenvolvimento da modelagem da confiabilidade de sete equipamentos utilizados na construção e manutenção dos poços.

“Os desafios na construção de poços de petróleo vêm aumentando ao longo do tempo, seja pelo aumento das dificuldades técnicas devido à maior complexidade das áreas a serem desenvolvidas, sejam pelas melhorias nas regras dos órgãos reguladores visando aumentar a segurança. Existem dois pilares que devem nortear um projeto de um poço de petróleo: segurança e produtividade”, comentou Louzada.

O pesquisador lembrou ainda que a literatura específica na área de confiabilidade tem dado maior ênfase a utilização de ensaios de degradação como uma alternativa aos ensaios que levam em consideração somente condições usuais de funcionamento.

Um outro convênio já está em andamento com a Petrobras para novas tecnologias nos reservatórios de pré-sal.

 

Sobre o CeMEAI

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Sobre a Petrobras

Empresa de capital aberto, cujo acionista majoritário é o Governo do Brasil, sendo, portanto, uma empresa estatal de economia mista. Com sede no Rio de Janeiro, opera em cerca de 25 países, no segmento de energia, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados.

Instituída em 3 de outubro de 1953, deixou de monopolizar a indústria petroleira no Brasil em 1997, mas continua a ser uma importante produtora do produto, com uma produção diária de mais de 2 milhões de barris (320 mil metros cúbicos). A Petrobras é líder mundial no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Estatística prática: alunos discutem problemas reais na USP

Iniciativa é coordenada por pesquisador do CeMEAI

 

 

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos sediou, durante o último semestre, mais uma iniciativa que utiliza o método PBL (Problem-Based Learning) para agregar conhecimento e desenvolver soluções para problemas da indústria.

Comandada pelo professor Francisco Louzada, do ICMC e coordenador de transferência de tecnologia do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), a disciplina reuniu alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. A dinâmica foi a seguinte: alunos do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI), que já estão no mercado de trabalho, trouxeram problemas reais de suas empresas para dentro da sala de aula. A partir deles, buscaram soluções ao lado de estudantes de graduação e sob a tutoria dos pesquisadores de doutorado e pós-doutorado.

Ao todo, os grupos discutiram seis problemas de diferentes áreas: e-commerce, agricultura, segurança em condomínios, potência de soros antibotrópicos, crédito financeiro e mercado de ações foram contemplados durante os seis meses de estudos.

"Aqui, os conjuntos de dados são vivos, são conjuntos de dados que de acabaram de sair ou estão vindo da empresa pra gente. Então, nós temos a oportunidade de atuar em algo que está vivo e tem a necessidade da gente extrair dali de dentro o máximo de conhecimento útil possível", comemora Louzada.

O professor ainda ressalta o sucesso desta forma de aprendizado entre os alunos. "Os alunos ficam extremamente motivados. Eles ficam engajados no problema e entram de cabeça", comenta.

Recém-formado, o estatístico Vitor Bonini confirma a eficiência deste tipo de iniciativa. "É uma experiência e tanto conseguir aplicar a estatística num modelo que saia da distribuição normal, que saia daquilo que ele vê nos exemplos teóricos em sala de aula. É um problema real com dificuldades reais, e essa é a grande sacada", completa.

Vitor participou do grupo responsável por analisar o problema relacionado ao uso de informações sonoras para melhorar a prevenção de fraudes em vendas pela internet. O grupo desenvolveu um modelo que leva em conta diversas variáveis e utilizou o banco de dados oferecido pela empresa para buscar padrões em fraudes e tentar combatê-las. "Nós chegamos a uma solução. Mostramos um modelo que já pode sim ser usado, mas ele ainda pode ser muito melhorado e mais aprofundado. De qualquer forma, é uma coisa que já pode ser implantada amanhã, se a empresa quiser", conta.

Além dos benefícios práticos para as empresas, a iniciativa também oferece a oportunidades para o ambiente acadêmico. "Podemos apontar para a obtenção de alguns produtos acadêmicos, como, por exemplo, um artigo de pesquisa. Estávamos discutindo e vamos conseguir extrair pelo menos dois artigos de pesquisa daqui. Ou seja, são metodologias novas que, de alguma forma, podem ser utilizadas em outras situações e virar bibliografia pra outros trabalhos também", finaliza Louzada.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em quatro áreas básicas: Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar, IMECC-UNICAMP, IBILCE-UNESP, FCT-UNESP, IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

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Pesquisadores brasileiros são destaque em competição internacional

Performance rendeu convite para publicar artigo em renomada revista científica

 

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Francisco Louzada (esq.) e José Augusto Fiorucci representaram muito bem o Brasil na competição

 

Entre janeiro e maio deste ano, foi realizada a 4ª edição da série M-Competitions (Makridakis-4), uma competição global de séries temporais disputada por pesquisadores e representantes do mercado do mundo todo.

Uma competição de previsão de séries temporais consiste em selecionar as melhores técnicas de previsão quando apenas o histórico das séries é levado em consideração. Por exemplo: os competidores podem ser desafiados a predizer o futuro dos preços de commodities como café, algodão, soja, petróleo ou minério de ferro, bem como simplesmente predizer como será a venda de brinquedos em cada mês do próximo ano ou o número de turistas que vão desembarcar em Cancun na próxima temporada.

A competição é realizada de forma online e, nesta edição, o desafio era submeter previsões para 100 mil séries provindas de diversas áreas, como produção industrial, micro e macro economias, finanças e demografia. Ao todo, se inscreveram 250 times. Cinquenta deles, de 17 países, conseguiram preencher todos os requisitos e chegar até o final da competição.

Representando o Brasil, Francisco Louzada, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos e coordenador de transferência de tecnologia do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) e José Augusto Fiorucci, da Universidade de Brasília (UnB), conquistaram o 5º lugar no torneio, alcançando um índice minimamente diferente do campeão.

Rank

Time

Afiliação

Métrica de Precisão

(OWA)

1

Slym, S.

Uber Technologies

0.821

2

Montero-Manso et al.

University of A Coruña &

Monash University

0.838

3

Pawlikowski et al.

ProLogistica Soft

0.841

4

Jaganathan & Prakash

0.842

5

Fiorucci, J.A. &

Louzada, F.

Universidade de Brasília & Universidade de São Paulo

0.843

6

Petropoulos, F. & Svetunkov, I.

Bath University & Lancaster University

0.848

7

Shaub

Harvard Univesity

0.860

8

Legaki & Koutsouri

National Technical University of Athenas

0.861

9

Doornik et al.

University of Oxford

0.865

10

Pedregal et al.

University of Castilla-La Mancha

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Os pesquisadores brasileiros ficaram à frente de representantes de instituições renomadas, como as universidades de Harvard e Oxford, e representam um dos sete grupos formados por acadêmicos e que terminaram entre os dez primeiros no ranking geral.

“Este resultado não só mostra a qualidade dos professores das universidades públicas brasileiras, mas também a qualidade das teses de doutorado e de pesquisas em estatística desenvolvidas no país. O presente resultado, nos deixa ainda mais motivados para participar da próxima competição, a M5”, comemora Fiorucci, que esteve ligado ao CeMEAI durante o pós-doutorado.

A quinta colocação global dos professores brasileiros garantiu um convite para escrever um artigo na revista cientifica International Journal of Forecast, gerenciada pelo Instituto Internacional de Previsores e que é a principal referência da área de previsão. O artigo irá detalhar o método estatístico utilizado pelos professores e deve ser publicado pela revista em 2019.

“Esse foi realmente um resultado inusitado, mas esperado. Temos considerado o emprego de métodos de combinação de modelos estatísticos há vários anos com sucesso. E estar entre os primeiros na M4 Competition é um estimulo muito grande para continuarmos as nossas pesquisas nesta linha de trabalho. Estou verdadeiramente agradecido pelo resultado”, finaliza Louzada.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em quatro áreas básicas: Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar, IMECC-UNICAMP, IBILCE-UNESP, FCT-UNESP, IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Assessoria de Comunicação do CeMEAI

 

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Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Redes neurais abrem nova fronteira no desenvolvimento de vidros

 

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Os vidros podem ser obtidos a partir de composições incluindo quase todos os elementos da tabela periódica, que geralmente passam por um processo de aquecimento e fusão e, depois, de resfriamento rápido. Essa vasta faixa de composição química possível resulta em grande variação também nas propriedades mecânicas, óticas, térmicas, elétricas e químicas entre vidros com diferentes composições. Com isso, esses materiais têm grande relevância para um vasto universo de aplicações. No entanto, esse universo abrangente de possibilidades gera também grandes desafios.

 

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