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Comunicação CeMEAI

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Parceiro da rede IARA vence Prêmio Automotive Business 2022

Stellantis se destacou por soluções em Inteligência Artificial para cidades inteligentes

 

premio automotive business

 

A empresa Stellantis é parceira da rede Inteligência Artificial Recriando Ambiente (IARA) no projeto para desenvolver soluções em tecnologia com Inteligência Artificial e nesse contexto, foi a vencedora do Prêmio Automotive Business 2022, iniciativa da Automotive Business, uma plataforma de conteúdo voltada a profissionais responsáveis por construir novas respostas no setor automotivo e da mobilidade. 

O prêmio reconheceu 16 empresas, projetos e pessoas que se destacaram por entregar novo valor ao setor automotivo e da mobilidade e a Stellantis foi a vencedora da categoria Cidades Inteligentes.

Para se inscrever, a empresa deu a seguinte justificativa sobre o trabalho que está sendo realizado: "A Stellantis, em parceria com o Centro IARA (USP-SP), UFPA e a Smart City Canaã dos Carajás, está desenvolvendo uma plataforma de soluções em Inteligência Artificial e Internet das Coisas para serem aplicadas nas cidades. A Stellantis pretende com esta parceria propor e aplicar iniciativas em smart mobility com foco em mobilidade, segurança e meio ambiente, suportando o poder público e beneficiando a sociedade. Uma destas aplicações é um veículo Stellantis conectado e equipado com sensores e câmeras dedicados a mapear e reportar de forma autônoma situações recorrentes em ambientes urbanos, tais como veículos estacionados em locais proibidos, condições estruturais, como buracos e pontos de alagamento. Também será possível, por exemplo, monitorar a qualidade do ar, detectando possíveis focos de poluição e contribuindo para uma cidade saudável para todos. Todas as informações são registradas e enviadas a um centro de processamento para auxiliar o poder público na solução imediata dos problemas detectados. O primeiro veículo já está em fase de preparação para ser utilizado na cidade inteligente de Canaã dos Carajás, no estado do Pará."

A cerimônia de entrega aconteceu no #ABX22 – Automotive Business Experience, que recebeu 3 mil pessoas no São Paulo Expo e se consolidou como um dos maiores encontros de negócios desse ecossistema. Os vitoriosos e vitoriosas receberam um troféu feito a partir de madeira de reuso.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Sobre a Stellantis

 A Stellantis N.V. (NYSE / MTA / Euronext Paris: STLA) é uma das principais fabricantes de automóveis e fornecedoras de mobilidade do mundo. Nossas marcas históricas e icônicas incorporam a paixão de seus fundadores visionários e dos clientes em seus produtos e serviços inovadores, incluindo Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS Automobiles, Fiat, Jeep®, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, Ram, Vauxhall, Free2move e Leasys. Impulsionados pela nossa diversidade, lideramos a forma como o mundo se move – aspiramos nos tornar a melhor empresa de mobilidade sustentável, não a maior, enquanto criamos valor para todos os acionistas e as comunidades nas quais operamos. Para obter mais informações, acesse www.stellantis.com.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Infinitesimais são o tema do próximo Seminário de Coisas Legais

Apresentação será realizada na próxima sexta-feira (23)

 

O Auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, será o palco da próxima edição do Seminário de Coisas Legais, iniciativa que busca explorar a matemática de uma forma mais informal e divertida.

Na próxima sexta-feira (23), às 13h13, Luan Arjuna, aluno do ICMC, apresentará a palestra "Afinal, o que são infinitesimais?".

O evento é aberto ao público e não é necessária inscrição prévia.

Confira o resumo da apresentação: 

Tratar dx como se fosse um número é provavelmente a maior heresia que você pode cometer em um curso de cálculo. E, ainda assim, as coisas parecem funcionar tão bem quando pensamos em derivadas e integrais como frações e somatórios. Mas por quê?

Neste seminário revelaremos a verdade sobre os infinitesimais. O que são? Onde vivem? Do que se alimentam? E acima de tudo: pode passar o dx multiplicando?

 

Pesquisadores da USP divulgam estudo inovador na área de interações em sistemas complexos

Trabalho é destaque na revista Nature Communications

 

pares e trios

 

Pense na sua relação com alguém. O que vocês compartilham entre si é único e não é dividido com mais ninguém. Esse contato de par torna exclusiva a interação entre vocês, algo de que só vocês fazem parte. Certo?

Para a matemática, não é bem assim.

Pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) fizeram parte de um estudo que prova que, dadas certas condições, só é possível descrever matematicamente sistemas de pares a partir de três ou mais indivíduos do sistema, e não apenas dois.

Parece confuso – e até os próprios matemáticos tiveram dificuldades em entender essa dinâmica. “Por muitos anos, ao tentar criar modelos matemáticos que explicassem relações entre pares, pesquisadores encontravam modelos que chegavam a trios, e por isso imaginavam que os modelos poderiam estar errados. Nosso trabalho prova matematicamente que isso é correto”, explica Tiago Pereira, pesquisador do CeMEAI e professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos.

O artigo Emergent hypernetworks in weakly coupled oscillators também contou com a autoria dos pesquisadores Eddie Nijholt, orientado por Tiago no CeMEAI, Jorge Ocampo-Espindola e István Kiss, da Universidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, e Deniz Eroglu, da Universidade Kadir Haz, na Turquia.

Ao comprovar matemática e experimentalmente os porquês de interações entre pares culminarem em modelos que apresentam sistemas com três ou mais indivíduos, o trabalho foi publicado pela Nature Communications e está em evidência na revista como um dos 50 artigos de destaque na área de física e matemática aplicadas.

As conclusões do trabalho podem ser aplicadas a sistemas químicos e biológicos de interação, como a relação de influência entre neurônios ou componentes químicos. “Por exemplo, no seu cérebro, há vários processos de sincronização que acontecem, e é por isso que você consegue enxergar, por isso que você consegue falar. Isso acontece muito. Sabia-se antigamente que havia algumas sincronizações anômalas e ninguém entendia o porquê. Agora essa teoria explica”, finaliza Tiago.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

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USP abre inscrições para MBA em Ciências de Dados

Aulas são oferecidas em formato 100% virtual; programa oferece bolsas de estudo integrais

 

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Está aberto o processo seletivo para o MBA em Ciências de Dados do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) em parceria com o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos. O curso é voltado para profissionais com formação universitária em ciência da computação, economia, administração, engenharia, estatística, sistemas de informação e áreas correlatas e que desejem se aprimorar em ciências de dados.

Primeiro da área a ser oferecido no modelo a distância por uma universidade pública, o MBA, que conta com a maior equipe de cientistas da computação, estatística e matemática aplicada do Brasil, chega à sua quarta edição. O curso é realizado em formato online e tem em seu corpo docente professores doutores com experiência internacional.

Os únicos momentos presenciais são para a realização da prova final e para a apresentação do trabalho de conclusão de curso. Além da capacitação e do desenvolvimento teórico e prático na área de ciências de dados, o MBA também permite ao aluno trazer um problema real da empresa onde trabalha para que seja solucionado com o apoio dos mentores especialistas durante todo o decorrer do curso.

O programa oferece bolsas de estudo exclusivas para funcionários e docentes da USP e também para interessados em disputar a isenção em ampla concorrência.

“Sinto que o curso foi um divisor de águas na minha carreira. Como não tenho formação em Estatística, sentia que precisava solidificar os conceitos e fundamentos que embasam a ciência de dados e sinto que esse objetivo foi alcançado. É lógico que o aprendizado nessa área deve ser contínuo, mas vejo que saí do curso com muito mais segurança no que estou executando e que consigo me aprofundar em discussões mais técnicas justamente pela base adquirida no curso", elogia Juliano Boldrin, Data Scientist na Ambev Tech e aluno da segunda turma do MBA.

Os alunos têm acesso a disciplinas sobre fundamentos de ciências de dados, metodologias estado-da-arte na área e podem criar projetos que desenvolvam suas habilidades teóricas e práticas. O curso é baseado na linguagem Python e tem um currículo projetado para desenvolver habilidades valorizadas pela indústria. Até aqui, mais de 300 alunos já foram formados pelo programa.

“O MBA é muito prático e com foco em realmente formar cientistas de dados prontos para atuarem nas mais diversas áreas, o aluno tem muito apoio durante o curso com aulas ao vivo para tirar dúvidas com os professores e monitores altamente qualificados. A dedicação e horas de estudos valem muito a pena", comenta Erika Novais Sales Correia, Business Analyst na Porto Seguro e também aluna da segunda edição.

Para esta turma, as inscrições, iniciadas nesta quinta-feira, dia 1º, seguirão abertas até às 23h59 do dia 31 de outubro. Serão disponibilizadas 300 vagas de ampla concorrência e 20 vagas para egressos que queiram retomar o curso. Para realizar a inscrição, os interessados devem acessar o site oficial do MBA em Ciências de Dados.

Todos os detalhes do processo seletivo, assim como as informações sobre investimento, bolsas de estudo e cronograma do curso, estão disponíveis no edital completo do MBA.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

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Pesquisadores do CeMEAI criam ferramentas computacionais para o TCESP

Modelos de inteligência artificial irão apoiar na fiscalização e prestação de serviços

 

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Convênio irá apoiar atividades de fiscalização, controle e tomadas de decisão do TCESP

Nas últimas décadas os avanços científicos revolucionaram nossas vidas. Grandes transformações ainda estão por vir e não seria equivocado dizer que a inteligência artificial é uma das protagonistas nesse campo da ciência, já beneficiando vários setores da sociedade, ambiente corporativo e mais recentemente, órgãos públicos.

Com a intenção de apoiar atividades de fiscalização, controle e tomadas de decisão, pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), da FAPESP, estão desenvolvendo modelos matemáticos e criando ferramentas computacionais para o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP).

Um acordo de cooperação acadêmica com o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, instituição sede do CeMEAI, foi assinado nessa quarta-feira, 24 de agosto, em uma cerimônia na reitoria da USP, na capital paulista.

 

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A partir da esquerda: o Presidente do TCESP, Dimas Ramalho, o Reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior,
o Diretor do ICMC, André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, e o Diretor do CeMEAI, José Alberto Cuminato

 

Estavam presentes na cerimônia o superintendente Jurídico, Fernando Facury Scaff, coordenador do acordo pela USP; o procurador-Geral do Ministério Público de Contas, Thiago Pinheiro Lima; o superintendente de Relações Institucionais, Heleno Taveira Torres; o procurador-geral da USP, Marcelo José Magalhães Bonizzi; o chefe de Gabinete, Arlindo Philippi Junior; entre outras autoridades da USP e do TCESP.

O presidente do TCESP, Dimas Ramalho, o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, diretor do ICMC, André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, diretor do CeMEAI, José Alberto Cuminatto, assinaram o documento que oficializa a parceria para o desenvolvimento de soluções utilizando inteligência artificial para três grandes áreas da prestação de serviços do TCESP.

 “A Universidade mudou nos últimos anos. Se antes o importante era formar os alunos e produzir ciência, agora a sociedade exige também a inclusão, a orientação na resolução de problemas. Esse tem sido o foco na nossa gestão, tirar a Universidade da zona de conforto e estimular novas contribuições para a sociedade”, afirmou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior.

Para o presidente do TCESP, conselheiro Dimas Ramalho, “assinar esse convênio, mais do que usar a inteligência artificial, é dizer para a sociedade o quão importante é a USP para o Tribunal de Contas. Nós queremos sempre estar próximos à Universidade, porque é o local do conhecimento e da ciência, que tem o potencial para nos ajudar a fazer um trabalho cada vez melhor. Estamos juntos, trabalhando pelo progresso de São Paulo e do Brasil”.

“Estamos muito satisfeitos com a oportunidade de mostrar as pesquisas feitas no instituto e que podem colaborar com o Estado de São Paulo”, afirmou o diretor do ICMC, André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho que é também pesquisador principal do CeMEAI.

As tecnologias desenvolvidas

Qual seria o motivo de algum órgão do setor público ter feito compras de destilados ou cigarros? Um dos modelos de aprendizado de máquina em desenvolvimento pelo grupo formado por oito pesquisadores explora grandes bases de dados de notas fiscais eletrônicas e poderia identificar compras consideradas estranhas como essa, dando apoio aos servidores no trabalho de fiscalização.

“Métodos de processamento de linguagem natural (PLN) estão sendo investigados e desenvolvidos especificamente para extrair características e melhorar as informações constantes nas notas fiscais eletrônicas. Essas informações são utilizadas por métodos de aprendizado de máquina para classificar determinados segmentos em textos dos documentos, beneficiando a identificação das mercadorias, bem como o agrupamento de compras similares. Mais precisamente, espera-se identificar riscos relacionados às compras públicas, especialmente sobrepreço. Por fim, técnicas de visualização permitem explorar relações entre empresas, municípios, órgãos públicos e outras entidades envolvidas nos processos de compras descritas nas notas fiscais eletrônicas, facilitando a análise exploratória para detecção de fraudes envolvendo as compras governamentais”, explicou Francisco Louzada Neto, um dos coordenadores do projeto.

O pesquisador Ricardo Marcondes Marcacini complementa que a análise de grandes bases de notas fiscais eletrônicas é uma estratégia utilizada por órgãos de controle para calcular referenciais de preços de vários produtos comercializados com o setor público. “De forma geral, alertas de sobrepreço ou superfaturamento podem ser gerados quando o preço de uma nota é muito discrepante em comparação com outras notas fiscais de um mesmo produto. Por outro lado, esse processo é muito complexo. Em muitos cenários, as informações explícitas existentes nas notas fiscais eletrônicas podem não ser suficientes para determinar quando se trata de um mesmo produto ou serviço. Dessa forma, técnicas avançadas baseadas em inteligência artificial e processamento de linguagem natural são úteis para analisar informações textuais das notas e minimizar esse problema”.

 “Nosso método está sendo treinado, por meio de algoritmos de aprendizado de máquinas, em um grande volume de notas fiscais eletrônicas para aprender padrões que facilitem identificar quando as notas tratam de um mesmo produto e, assim, calcular preços referenciais e gerar alertas de sobrepreços. Um dos diferenciais em usar tais métodos é que eles podem ser ajustados para notas fiscais eletrônicas de novos produtos, evoluindo conforme a necessidade”, explicou Ricardo.

Avaliação de eficácia escolar

Outra ferramenta computacional em desenvolvimento concentra no desenvolvimento de modelos de predição e identificação de fatores associados à eficácia escolar dentro da rede municipal de ensino do Estado de São Paulo. “Estamos trabalhando com o desenvolvimento de modelos hierárquicos para avaliação de eficácia escolar dentro da rede, perseguindo os preceitos da avaliação de políticas públicas com base em evidências e a produção de indicadores de eficácia escolar para as escolas municipais no âmbito estadual. A plataforma permitirá ainda uma apuração mais embasada da situação das diversas redes de ensino, auxiliando as atividades de fiscalização desta Corte de Contas por meio da produção de parâmetros de avaliação e do direcionamento eficiente de recursos humanos e materiais”, explicou Mariana Curi, responsável por esse subprojeto. Ela lembra que as contribuições esperadas dizem respeito à possibilidade de identificação das redes de ensino mais e menos eficazes, assim como quais são os fatores associados a tal eficácia e o quanto impactam na proficiência dos alunos: escolares e extraescolares.

Anomalias nas despesas públicas

A terceira plataforma que está sendo criada diz respeito ao uso de IA para identificar anomalias nas despesas públicas. Esse subprojeto desenvolverá modelos para análise preditiva das despesas municipais e na detecção de outliers (dados que se diferenciam drasticamente de todos os outros) em remuneração de servidores ou informações contábeis. O foco é disponibilizar para o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo ferramentas e análises que aumentem a produtividade e a eficácia dos agentes de fiscalização, melhorando o controle e, consequentemente, a gestão dos recursos públicos.

José Alberto Cuminato é o coordenador geral do projeto, professor do ICMC/USP e diretor do CeMEAI. Ele explicou que o convênio nasceu depois que um dos pesquisadores do CeMEAI, o Prof. Krerley Irraciel Martins Oliveira, da UFAL, desenvolveu um sistema de detecção e correção de endereços para envio de cobranças do Tribunal de Justiça de Alagoas. “ Esse sistema evita que sejam encaminhadas correspondências judiciais para endereços inexistentes, economizando assim, as despesas de envio e que não resultariam em notificação efetiva. Imaginamos que esse sistema poderia ser adaptado/readequado para potenciais necessidades do TCESP. Em contato com os técnicos do órgão, foram identificados outros problemas que poderíamos contribuir com soluções matemáticas e inteligentes e chegamos a esses três subprojetos inicialmente. Como enunciado nos objetivos do CeMEAI, procuramos transferir as tecnologias das ciências matemáticas para o setor produtivo ou instituições governamentais prestadoras de serviços, como é o caso do TCESP. O uso de inteligência artificial e processamento de linguagem natural nas áreas de ciências humanas é um fato concreto em várias aplicações. No caso do Tribunal, um sistema dessa natureza pode auxiliar os técnicos a detectar eventuais processos de compliance com desvios de conduta e que merecem maior atenção, bem como o estudo do desempenho das escolas do ensino público devem contribuir para a avaliação da efetividade de investimentos na melhoria do ensino praticado”, disse.

“O CeMEAI espera desenvolver sistemas de controle e avaliação para o órgão que venham a ser efetivamente utilizados pelos seus técnicos e que aumentem a efetividade da fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e, consequentemente, a visão dos resultados dos investimentos realizados pelos operadores do sistema”, concluiu Cuminato.

 

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O projeto é coordenado pelo diretor do Cemeai José Alberto Cuminato

 

“O objetivo desse convênio é aproveitar a evolução tecnológica para aprimorar a fiscalização da administração pública. Vivemos numa era em que tudo parece ser possível, se utilizarmos dados e inteligência artificial. O setor público também precisa embarcar nesse trem para ter mais eficiência e controle. Contar com a excelência da USP/CeMEAI nessa missão é um privilégio para o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo”, afirmou o presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Dimas Ramalho.

 

Raquel Vieira – Comunicação CeMEAI

com informações do Jornal da USP

 

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Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Workshop reúne especialistas em Modelagem Computacional

Evento apoiado pelo CeMEAI foi organizado pelo Laboratório LMACC do ICMC

 

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O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da USP, em São Carlos, sediou nessa sexta-feira (12), o Workshop de Modelagem Computacional organizado pelo Laboratório de Matemática Aplicada e Computação Científica (LMACC), com apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI).

Com o objetivo de reunir pesquisadores de modelagem computacional, principalmente da área de dinâmica de fluidos e modelagem de fluidos complexos, o evento trouxe especialistas para divulgar suas pesquisas, promover a troca de experiências e estabelecer parcerias em projetos com possíveis intercâmbios científicos.

Antes da primeira apresentação sobre “Solução Numérica de Escoamentos Viscosos com Superfícies Livres: 2D e 3D”, o apresentador e pesquisador Murilo Francisco Tomé foi homenageado com uma placa de agradecimento, após ter anunciado sua aposentadoria. “ Não tenho planos de deixar o meio acadêmico, sigo no ICMC e no CeMEAI colaborando com as ciências matemáticas por meio de pesquisas”, disse ele.

 

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O professor Murilo Tomé (ao centro) foi homenageado no evento

 

O pesquisador Antonio Castelo Filho organizou o workshop ao lado de Fabrício Simeoni de Sousa e foi surpreendido por ele ao receber uma placa também de agradecimento e reconhecimento pelo seu trabalho, no dia que comemorou 60 anos de idade.

 

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Aniversariante, o professor Antonio Castelo Filho também recebeu homenagem

 

Trouxeram contribuições ao evento Luís Lima Ferrás e Célio Bruno Pinto Fernandes, vindos de Portugal, Rafael Alves Figueiredo que falou sobre “Numerical simulation of complex two-phase flows”; Hugo Alberto Castillo Sánchez, sobre “Numerical simulation of complex fluids in hierarchical grids”. No período da tarde, Gustavo C. Buscaglia contribuiu com sua pesquisa denominada “Numerical microswimmers learning tasks by reinforcement learning”; Geovane A. Haveroth apresentou seu trabalho “Topological Optimization for Additive Manufacturing”; Hugo Luiz Oliveira, “Mathematical modeling and numerical simulation of the Wheatley heart valve”; Rodolfo André Kuche Sanches falou sobre “Formulações numéricas para problemas de interação fluido-estrutura com mudanças topológicas” e Livia Souza Freire Grion, sobre “Simulação de turbulência utilizando um modelo estocástico unidimensional”.

A maioria dos apresentadores deste workshop estará no Encontro Conjunto Brasil-Portugal em Matemática, que acontecerá de 14 a 20 de agosto, na Universidade Federal da Bahia e tem no comitê científico José Alberto Cuminato, diretor do CeMEAI.

 

Sobre o CeMEAI

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Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Rede IARA participa de reunião mundial da ITU em Genebra

Pesquisadora Luisa Paseto representou o Brasil no grupo técnico SG20/Q7

 

Iara cidades inteligentes

 

Enquanto sonhamos em viver em uma cidade inteligente, mais humana, segura e sustentável, há muitas mentes trabalhando engajadas para que isso aconteça. No Brasil, mais especificamente, esse grupo de pesquisadores está alinhado com a rede de Inteligência Artificial Recriando Ambientes (IARA), que reúne cerca de 20 universidades do país e do exterior, governos e iniciativa privada.

A iniciativa tem o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e é coordenada por André Carlos Ponce de Leon de Carvalho, diretor e professor do ICMC/USP, em São Carlos.

Entre os dias 18 e 28 de julho, ocorreu em Genebra, Suíça, a reunião do ITU-T/SG20, uma entidade vinculada à ONU que coordena as padronizações de telecomunicações através da divisão de estudos em SG´s (study groups).

A pesquisadora Luísa Paseto esteve presente nos trabalhos que reuniram líderes de várias nações. Ela é bolsista de pós-doutorado do ICMC e tem como supervisor o pesquisador André. É representante do Brasil no grupo técnico SG20/Q7, da União Internacional de Telecomunicações (ITU) e uma das responsáveis pelo desenvolvimento da plataforma Inteli.Gente, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“As estratégias abrangentes para implementar cidades e comunidades inteligentes e sustentáveis (SSC&C) estão surgindo em todo o mundo, integrando tecnologias de informação e comunicação (TIC) em todos os aspectos do planejamento e operação das  cidades e, no Brasil, a plataforma Inteli.Gente tem este papel fundamental contando com uma parceria de conhecimento e aplicações entre o MCTI e o Centro de Pesquisas Aplicadas – IARA”, explicou.

Ainda segundo a pesquisadora, o Brasil, como estado membro, apresentou sua contribuição para atualização do Suplemento do ITU-T Y.Sup-SSC-UCE - “Use Cases on implemented or evaluated SSC solutions based on ITU-T Y.4900 Recommendation Séries", com o intuito de aperfeiçoar a coleta de estudos de caso de cidades inteligentes sustentáveis implementadas ao redor do mundo, em especial Sul Global.

“O SG20 é o grupo de estudos responsável pela disseminação e consentimento dos padrões internacionais relacionados à IoT e cidades inteligentes e sustentáveis e em conjunto com o grupo de pesquisadores da ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), nós da rede IARA, que também representamos o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), temos a responsabilidade de apresentar e qualificar a abordagem brasileira. Para esta contribuição foram atualizados os casos de uso do Brasil, já capturados pela plataforma Inteli.Gente, a ferramenta digital, aberta e disponível aos públicos acadêmicos, gestores municipais e formuladores de políticas públicas em nível federal e estadual que foi desenvolvida para diagnosticar o nível de maturidade das cidades brasileiras em transformação digital e desenvolvimento sustentável”, disse Luísa.

 

Contribuições na Universidade de Porto

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Com o apoio do Cepid-CeMEAI, a pesquisadora Luisa Paseto passou por um período de troca de conhecimentos sobre cidades inteligentes e monetização de dados para aplicação em projetos de soluções e serviços em transformação digital e desenvolvimento sustentável. As áreas escolhidas para este período de troca de saberes foram energia, mobilidade e cidades inteligentes no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência - INESC TEC, parceiro do CPA IARA na cidade de Porto- Portugal.

“Essa temporada de aprimoramento incluiu uma visita ao projeto Porto Digital, também na cidade de Porto, visando colaborações com a empresa Metro do Porto e a promoção de projetos nas áreas das TIC.  O objetivo da visita e do período de estudos foi trazer para o Brasil a possibilidade de aperfeiçoar projetos que envolvam a melhoria da qualidade da educação e da formação, por meio da utilização de soluções em IA e IoT para contribuir na redução do letramento digital brasileiro e impulsionar o ecossistema de empreendedorismo das cidades brasileiras e a inovação tecnológica e social inclusiva”, finalizou a pesquisadora.

 

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Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Ciências de Dados auxiliam geólogos na análise de rochas

Estudos contribuem com as etapas de obtenção de petróleo e gás

 

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Algoritmos, aprendizado de máquina, análise de dados, inteligência artificial. O que tudo isso tem a ver com geologia e petróleo? A princípio, pode parecer difícil traçar qualquer tipo de relação. Porém, as áreas têm muito a contribuir entre si. Prova disso é um trabalho que utiliza Ciências de Dados para analisar rochas em regiões de interesse e identificar suas características minerais.

Os estudos são realizados pelos geólogos Rafael Rubo, da Petrobras, e Cleyton Carneiro, professor da Escola Politécnica da USP. Cleyton foi o orientador de doutorado de Rafael na Poli e, sob a tutela do professor Afonso Paiva, os dois fizeram parte do MBA em Ciências de Dados oferecido pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos.

A principal aplicação do trabalho é utilizar técnicas de Ciências de Dados para organizar e interpretar informações obtidas a partir de rochas. “Nós analisamos as lâminas de rocha em microscópio de luz transmitida. Essa atividade é chamada de petrografia óptica. Analisando as lâminas, identificamos algumas feições da rocha, que vão orientar tanto a exploração de óleo e gás quanto a produção. Estudamos a porosidade que tem na rocha, que é onde vão estar o óleo e o gás, os fluidos que ficam nos poros da rocha”, explica Rafael.

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Lâmina petrográfica como observada em microscópio óptico de luz transmitida e a
segmentação correspondente de sua mineralogia

Durante o doutorado, o geólogo criou o termo “petrografia digital” ao utilizar métodos de aprendizado de máquina supervisionados para analisar as informações obtidas nas rochas. Ele aproveitou o MBA para aplicar métodos não supervisionados aos mesmos dados. “Temos essa lacuna na formação acadêmica e eu vejo que o MBA possibilitou essa organização e trouxe um cardápio de novas técnicas, e você pode utilizar cada uma delas para um contexto, para um determinado problema”, conta.

A petrografia óptica fornece dados sobre a textura, a mineralogia, o litotipo e os processos de dissolução e compactação pelos quais a rocha passou. A partir dessas informações, é possível contar a história geológica da bacia sedimentar de onde a rocha analisada foi extraída. Mas tudo isso precisa ser organizado e interpretado. E é aí que entram as Ciências de Dados.

“O trabalho envolve a aquisição dessas imagens e a sua análise com auxílio de algoritmos de aprendizado de máquina. Aplicamos diferentes tipos de modelos preditivos para poder analisar automaticamente essas imagens. Assim, ganhamos tempo na etapa de análise petrográfica, ampliamos a quantidade de informação que extraímos da imagem e damos mais tempo para o geólogo se dedicar a uma atividade de interpretação daquele dado. Então, o geólogo deixa de fazer um serviço mecânico, como a contagem de pontos na lâmina, algo que pode ser automatizado, e ele passa a se dedicar a essa etapa de interpretação da deposição da rocha”, esclarece.

Conhecer e interpretar a história geológica de bacias sedimentares possibilita que elas sejam compreendidas com mais precisão. Saber qual tipo de rocha existe em determinada região, as características de seu sistema poroso e como extrair dela os recursos minerais é um processo minucioso, que, com o auxílio de ferramentas computacionais, se torna mais rápido e facilita as etapas posteriores da exploração dessas áreas. “A partir dessas informações cruzadas, é possível saltar de escala. Por exemplo, uma propriedade que foi caracterizada lá na análise petrográfica na sequência pode ser compreendida no contexto de um poço e depois buscamos transferir isso para o contexto do reservatório. E, a partir daí, conseguimos, por exemplo, calcular o volume de petróleo dos reservatórios, quanto eu tenho de óleo recuperável. São informações muito importantes para a indústria”, salienta Cleyton, que, durante o MBA, aplicou os conhecimentos em Ciências de Dados para buscar e apresentar fatores que indicassem similaridade entre poços de petróleo.

Recentemente, no Brasil, a camada pré-sal tem tido destaque pela grande quantidade de petróleo nos reservatórios. Os pesquisadores aproveitam o contexto para explicar a importância das Ciências de Dados em uma fase posterior à análise inicial das rochas. “Usando o exemplo do pré-sal, que é bem popular. Descobriu-se o pré-sal. O fato de ter-se descoberto o pré-sal quer dizer que, agora, vai ter óleo em qualquer poço que perfurarmos abaixo da camada de sal? E que esse óleo é recuperável? Não. Para isso, é necessária uma exploração, que realiza diversas caracterizações do reservatório em diferentes escalas, que vão viabilizar o posicionamento perfeito de um poço para que ele seja otimizado tanto do ponto de vista de produção quanto de custos. A exploração não termina quando você encontra, ‘descobre’ o pré-sal, por exemplo. A exploração permanece por um tempo para delimitar os reservatórios, para identificar até que ponto é econômico”, ilustra Rafael.

Mesmo após a fase exploratória, a leitura e interpretação de dados segue em demanda no processo de produção dos recursos energéticos. É necessário também analisar informações a respeito da otimização da extração em si – ou seja: mais informações, mais possibilidades de aplicação das Ciências de Dados.

“Em toda a cadeia, vamos precisar das Ciências de Dados porque, principalmente no âmbito geológico, da caracterização das rochas, as atividades sempre foram muito interpretativas. As técnicas vêm para sistematizar algo que era intuitivo e, agora, podemos classificar minerais com aprendizado de máquina e reduzir o viés interpretativo do petrógrafo”, complementa Cleyton.

MBA aproxima as Ciências de Dados de outros campos do conhecimento

Criado pelo CeMEAI e pelo ICMC-USP em 2019, o MBA em Ciências de Dados já capacitou mais de 300 profissionais de variadas áreas. O curso possibilita que os alunos tenham acesso a técnicas de ponta, com disciplinas oferecidas por um corpo docente recheado de referências nacionais e internacionais no setor.

“Atualmente, Ciências de Dados se tornam uma área cada vez mais interdisciplinar, agregando novas tecnologias em aplicações que vão de ciências sociais à indústria do petróleo. Os trabalhos desenvolvidos pelo Rafael e pelo Cleyton são uma prova de como esse MBA tem um papel importante não só na formação de cientistas de dados, mas também como os seus ensinamentos podem ser aplicados com sucesso em outras áreas do conhecimento na obtenção de resultados científicos sólidos”, resume o professor Afonso, pesquisador do CeMEAI e orientador de Cleyton e Rafael no MBA.

“Acho que é algo que muitos profissionais têm buscado, hoje em dia, por causa dessa demanda de transformação digital em todas as etapas do processo, não só pontualmente em uma área-fim, mas em tudo. Nesse sentido, o MBA complementa muito bem”, concorda Rafael.

Cleyton corrobora com os outros pesquisadores utilizando sua experiência como docente da Poli/USP. “Entendo que essa é uma oportunidade muito grande para prosseguimento da capacitação dos próprios docentes da universidade, porque sabemos que temos um domínio que é limitado, e, quando nos tornamos pesquisadores, professores, o intuito é que nós não paremos de buscar conhecimento e de aprender”, completa.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional. Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 99151-5648

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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